Edifícios comerciais devem ser energeticamente eficientes até 2025

13.06.2014

A preocupação com o meio ambiente é algo que fez com que diversos setores da economia se transformassem, e com a construção civil e o mercado imobiliário isto não foi diferente. Especialmente o setor imobiliário no Brasil tem passado por um período de adequação para respeitar normas e atender à demanda crescente por edifícios e construções sustentáveis.

Selo de construção sustentável

O próprio Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEF) determina que até 2025, todos os edifícios comerciais em território brasileiro deverão possuir uma etiqueta de eficiência energética. A mesma regra vale para os prédios de imóveis residenciais, que a partir de 2030 já deverão contar com essa etiqueta. Já os empreendimentos públicos têm até 2020 para se adequarem a esta nova determinação.

Em razão disso, aumenta procura pelas certificações, sendo que, no Brasil, existem dois selos mais conhecidos. Um deles é o selo americano LEED (Leadership Energy and Environmental Design). O outro é o AQUA (Alta Qualidade Ambiental). Juntos, estes selos somam 301 ‘empreendimentos verdes’ certificados no ano de 2013, o que significa um aumento de 16% em comparação com 259 edifícios certificados de 2012. Somente o Estado de São Paulo representa 41% da AQUA e 60% das certificações LEED.

Edifício energeticamente eficiente

Entre alguns exemplos de medidas que podem ser adotadas e que certamente garantirão um selo de certificação sustentável, estão:

  • Instalação de aparelhos de ar-condicionado mais modernos, que sejam capazes de reduzir gastos com eletricidade em mais de 20%.
  • Adoção de sistema hidráulico inteligente projetado para reduzir o consumo de água em alta porcentagem.
  • Instalação de vidros de alta eficiência que propiciam economia de 80% no consumo de energia. Isto porque os vidros absorvem menos calor e não sobrecarregam o sistema de climatização. Além disso, favorecem a entrada de luminosidade natural durante maior parte do dia, dispensando o uso de luminárias e luzes acesas nos escritórios.
  • O reuso da água de chuva e da água descartada pelo ar-condicionado servem na irrigação dos jardins e no sistema de descarga em banheiros.
  • Com a instalação de medidores individuais de água e energia em cada andar do edifício, o locatário pode controlar o uso de energia, monitorando os gastos.

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