Porque vale a pena investir na Baixada Santista

18.07.2014

Considerada a 23ª cidade no ranking mundial com mais investimentos e perspectivas de desenvolvimento, a cidade de Santos se desenvolve a passos largos e toda a Baixada Santista observa a possibilidade concreta de expansão e circulação de riquezas provenientes do pré-sal durante os próximos anos. O processo de desenvolvimento requer a infraestrutura necessária e, para isso, o governo federal anunciou, no último dia 26 de junho, a liberação de R$ 481,4 milhões para obras do PAC 2 – Mobilidade Urbana.

Cidade de Santos vista do alto

Este montante será destinado à construção do Corredor Metropolitano Santos – São Vicente. O corredor (túnel) interligará as Zonas Leste e Noroeste de Santos (Centro e a Avenida Jovino de Mello, via Martins Fontes e Nossa Senhora de Fátima). Além disso, parte dos investimentos serão em benefício da construção dos viadutos da entrada da cidade e do sistema teleférico, ligando o terminal do Valongo aos morros São Bento, Progresso, Nova Cintra e Caneleira. Outro projeto importante para a região, denominado “Mergulhão” (passagem subterrânea da Avenida Perimetral da margem direita do porto), também faz parte das obras incluídas no programa de mobilidade urbana, incluindo vias de acesso e saída ao futuro terminal de passageiros, englobando pistas de aceleração e desaceleração.

O maior foco de desenvolvimento é Santos, porém, outras cidades da Baixada Santista, como São Vicente, Bertioga, Guarujá e Praia Grande, ganham destaque e crescem vertiginosamente. Praia Grande, por exemplo, receberá um aeroporto, e em Guarujá será construído um túnel com extensão de 900 metros, ligando a cidade conhecida como “Pérola do Atlântico” à cidade a Santos. Além desse projeto, a revitalização do cais do Valongo, a ampliação do sistema portuário e a implantação do sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT), entre o bairro de Valongo, em Santos, e a Ponte dos Barreiros, em São Vicente, também fazem parte do amplo processo de transformação da infraestrutura da Baixada Santista para os próximos anos.

Em relação à revitalização do Porto de Valongo, está prevista a implantação de um terminal de passageiros, que deverá atender cerca de 12 mil turistas diariamente. O espaço inclui um centro científico oceanográfico da Universidade de São Paulo (USO), lojas, restaurantes, escritórios de turismo e de autoridades públicas, marina, um hotel de luxo e uma área para exposições.

Projeto para terminal de passageiros no Valongo

Investimentos em infraestrutura

Praia Grande: Serão investidos R$ 11,7 milhões para a construção do corredor via do cidadão, uma obra projetada com o intuito de formar um anel com a marginal Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, em Praia Grande. O projeto prevê a construção de um corredor de cinco quilômetros de extensão, sendo exclusivo para o tráfego de linhas de ônibus.

São Vicente: A Prefeitura de São Vicente receberá, do Governo Federal, R$ 1 milhão para levar adiante o projeto de criação de 16,21 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus, integrando o túnel de Santos com a cidade de São Vicente.

Bertioga – Em Bertioga, será investido R$ 1,2 milhão para terminais de integração em Bertioga. Deste total, R$ 330 mil vão para obras no centro, R$ 460 mil são destinados a terminais em Riviera e R$ 410 mil para a construção de terminais na Boracéia.

Cubatão – O montante de R$ 1 milhão será empregado na realização de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), com o objetivo de deliberar uma solução de transporte coletivo entre as cidades de Santos e Cubatão.

Guarujá – A Prefeitura de Guarujá receberá o aporte de R$ 1 milhão para consolidação de EVTE do corredor das avenidas Santos Dumont e Dom Pedro I.

Baixada Santista – Prevê-se a construção de 24 quilômetros de BRT em Praia Grande, São Vicente e Terminais. Nove milhões de reais serão repassados do Governo Federal ao Estado para a realização das obras. Além dos três terminais de integração entre Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá, serão 18 quilômetros entre Praia Grande (estação Caiçara) e São Vicente, e seis quilômetros do trevo à estação Samaritá.

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